CONCLUSÃO
O texto e contexto construído no decorrer dessas páginas não foram de todo simples a sua elaboração de per si. Registramos e denunciamos a retirada das prateleiras de livros didáticos e pedagogicos de História do Brasil. De difícil garipagem e pesca dos verdadeiros e livros livros de 'História'. Contudo, muito fácil encontrar o contrasenso, ou seja, os livros de 'Estória. Até mesmo, nos livros didáticos escolares, colegiais de entidades educacionais tidas como 'tradicionais' não encontramos mais os conteúdos buscados.
Perceptível a olho nu a retirada de livros das prateleiras das bibliotecas, museus, fundações, escolas, universidades. Para ser mais preciso, estão acabando com as livrarias em geral, restando apenas alguns sebos. Até o Kindle tem um acervo limitado para dispor ao público em geral. Estamos caminhando para um futuro sem passado, contendo apenas única versão.
Em julho de 1949, por ocasião das solenidades de inauguração do monumento à fé cristã em Acari, alusivo ao cinquentenário do Apostolado da Oração, um notável evento ilustrou a profunda conexão entre a história e as gentes do Seridó. Entre as autoridades locais, o Bispo Dom Adelino e os numerosos sacerdotes presentes, encontrava-se o então Padre Expedito Sobral de Medeiros (1916-2000), clérigo influente, oriundo dos Medeiros da Serra Branca, em Santana do Matos.
Movido por seu particular interesse pela genealogia, o sacerdote indagou, naquela oportunidade, quem na cidade possuía conhecimento de seus familiares com raízes seridoenses. Foi-lhe indicado o Sr. João Rafael, convocado para dirimir tais dúvidas. Do profícuo diálogo, veio a lume não apenas a informação desejada, mas também a grata descoberta do parentesco que os unia. Em profundo contentamento por ter preenchido as lacunas de suas origens, o Padre Expedito prontificou-se a ser o padrinho de crisma do filho caçula de João Rafael, o jovem José Pires. O vínculo assim formado perdurou: já nos idos da década de 1960, o afilhado, então estudante de agronomia em Areia, reencontrou seu padrinho, sendo por ele abençoado e festejado.
Este episódio humano revela a faceta pessoal do homem que se notabilizaria como Monsenhor Expedito, o "Profeta das Águas". Embora sua trajetória pública seja vasta — marcada pela incansável luta social na região do Potengi, pela fundação de escolas e organizações, pela articulação em prol do acesso à água e pela participação na concepção da Sudene — o encontro em Acari demonstra como sua obra era inseparável de seus fortes laços familiares e de sua profunda e indelével inserção nas comunidades do Rio Grande do Norte.
Além de sua vasta atuação pública, Monsenhor Expedito também se dedicava à genealogia e mantinha fortes laços familiares na região. Um exemplo notável ocorreu em Acari, em 1949, quando, ao buscar esclarecimentos sobre suas origens, descobriu parentescos e se prontificou a ser padrinho de crisma de um jovem, demonstrando a interconexão entre sua vida pessoal e sua profunda inserção nas comunidades do Rio Grande do Norte.

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